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terça-feira, 5 de julho de 2022

 

Passei a vida na espertalhice

De captar em um Rosa

Ou na beira de Clarice

Um sentido metafísico

Que desse ao corpo o que existisse

 

Um livro que lido inteiro

Valesse por uma missa

Alçava a mim por preguiça

À mira dos altos abismos

A ver que dava sentido

à vida que se levava

Se no enlevo do corpo

Algo sublevasse

— Nos livros, na música, arte —

Às transparências do nada.